PRR. Saúde saiu reforçada nas reprogramações com 630 milhões de euros para recuperar unidades e para modernizar o SNS
• Esta área prioritária recebeu mais verbas para requalificar mais unidades de saúde e adquirir equipamentos médicos pesados para hospitais do SNS.
• O Governo contemplou ainda a compra de quatro novos helicópteros para evacuação médica de emergência.
• As alterações do PRR visaram melhorar a capacidade do SNS e responder à necessidade de execução dos marcos e metas até 31 de agosto de 2026.
Castro Almeida: “Os ajustamentos foram no sentido de dirigir mais recursos para investimentos que melhoram os cuidados prestados aos cidadãos”
A Saúde foi uma das áreas mais reforçadas ao longo das revisões do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), tendo obtido 630 milhões de euros destinados a várias valências, entre as quais a requalificação de novas unidades de saúde e investimento na modernização tecnológica.
“Os ajustamentos no PRR na Saúde foram no sentido de dirigir mais recursos para investimentos que melhoram os cuidados prestados aos cidadãos, como seja o reforço significativo com a aquisição de equipamentos para as Unidades Locais de Saúde e para a modernização da rede de prestação de cuidados”, afirma o Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida.
Para a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, “este reforço no PRR para a área da Saúde representa um investimento muito significativo na capacidade e na modernização do Serviço Nacional de Saúde. Estamos a canalizar estes recursos para projetos concretos que têm impacto direto na qualidade dos cuidados prestados às populações e na atratividade dos profissionais de saúde, desde a requalificação e renovação de unidades de saúde à modernização tecnológica dos hospitais e ao reforço dos equipamentos médicos”.
As alterações do PRR nesta área visaram melhorar a capacidade do Serviço Nacional de Saúde e responder à necessidade de execução até 31 de agosto de 2026, data em que as metas e marcas do Plano têm de estar concluídas.
O PRR contribuirá para a construção e renovação de 492 unidades de saúde, nomeadamente, 55 novos centros de saúde construídos, 335 requalificados e a conclusão substancial de projetos de construção e requalificação, de 102 centros de saúde.
O reforço da ambição na área da Saúde traduziu-se em mais dinheiro e em mais obra feita. Foi introduzido o objetivo de requalificar 180 unidades de cuidados continuados já existentes, através da reabilitação das respetivas infraestruturas e da aquisição de equipamentos, permitindo que cerca de 6.900 camas fiquem mais bem preparadas para responder às necessidades dos utentes e assegurar uma prestação de cuidados de maior qualidade.
Na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados o PRR inclui 3.850 novas camas, 2.267 concluídas até 31 de agosto e 1.583 em conclusão substancial.
O Governo contemplou ainda a compra de quatro novos helicópteros para evacuação médica de emergência e a aquisição de 124 equipamentos médicos pesados para hospitais do SNS e para os Hospitais das Forças Armadas (Lisboa e Porto).
No cômputo global, a área da Saúde viu aumentada a sua participação no PRR em cerca de 630 milhões de euros.
Em cada reprogramação a Saúde recebeu um reforço financeiro adicional. Mesmo quando algumas metas físicas (por exemplo, o número de unidades a contruir) foram ajustadas à capacidade real de execução das entidades gestoras dos projetos até 31 de agosto de 2026, os fundos libertados foram redirecionados dentro da própria área da Saúde e nunca retirados do PRR.
A saída de um projeto do Plano não significa a sua não concretização, apenas que deixou de ser compatível com o prazo de execução, podendo transitar para outras fontes de financiamento, como o Portugal 2030, Banco Europeu de Investimento ou Orçamento do Estado.
