Governo prolonga Porto de Leixões até à Guarda com Porto Seco e reforça aposta no Interior

• Projeto pretende criar uma verdadeira extensão logística interior do Porto de Leixões 
• Reforça a capacidade logística e a competitividade da região 
• Nova infraestrutura, promovida pela APDL, representa um investimento superior a 
quatro milhões de euros 

Infraestrutura fortalece o eixo logístico em direção a Vilar Formoso e Espanha, e por sua vez à Europa 

O Porto Seco da Guarda, inaugurado hoje numa cerimónia que contou com a presença do 
Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, do Presidente da Câmara 
Municipal da Guarda, Sérgio Costa, do Presidente da APDL – Administração dos Portos do 
Douro, Leixões e Viana do Castelo, João Pedro Neves, e do Presidente da CCDR Centro, José 
Ribau Esteves, vai permitir ao Porto de Leixões estender a sua porta de entrada e saída para 
o interior do território. 

Previsto na estratégia Portos 5+ para o fomento da atividade portuária nacional, o Porto Seco 
da Guarda desloca algumas funções tradicionalmente concentradas dentro do porto, que de 
outro modo dificilmente poderia ampliar a sua atividade, uma vez que está limitado pela 
malha urbana dos concelhos de Matosinhos, Porto e Maia. 

Trata-se de uma infraestrutura que aposta na intermodalidade entre a rodovia e a ferrovia, 
prevista não só no Programa do Governo, enquanto compromisso nacional, mas também 
nas metas de descarbonização internacionais. E fortalece o eixo logístico em direção a Vilar 
Formoso e Espanha, e por sua vez a Europa, bem como a integração no Corredor Atlântico. 

Num investimento de 4 milhões de euros, o Porto Seco da Guarda permite ainda:

-  Cerca de 30 mil m² de área pavimentada; 
-  Capacidade prevista para movimentar 47.040 TEU por ano; 
-  Linhas ferroviárias preparadas para receber comboios de mercadorias até 750 metros

A Guarda passa, assim, a funcionar como ponto de concentração e distribuição da carga 
ligada a Leixões, assumindo uma nova centralidade na logística nacional e reforçando a 
capacidade de penetração no mercado ibérico, desconcentrando operações do espaço 
portuário e aumentando a capacidade para captar carga ferroviária.  

“Estamos na Guarda, mas em território do Porto de Leixões. Um porto competitivo não 
termina no cais, prolonga-se pelo território. O hinterland logístico de serviço do Porto de 
Leixões alargou contrariando as conhecidas dificuldades de expandir, por força da sua 
localização geográfica. E por isso só se pode expandir desta forma. Curioso que o Porto de 
Leixões, através dessa sua incapacidade geográfica de expansão local, possa ajudar e 
contribuir para esta coesão territorial”, afirma Miguel Pinto Luz. 


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