Mercado Voluntário de Carbono reforça projetos florestais e captação de investimento privado na ação climática

Comunicado do Ministério do Ambiente e da Energia

  • Reflorestação e Gestão Florestal Melhorada juntam-se à metodologia já existente para Novas Florestações, passando a estar disponíveis três metodologias de carbono;
  • Plataforma conta já com dois projetos registados, um terceiro em validação inicial, 977 créditos de carbono disponíveis para venda e 10 verificadores qualificados.

Maria da Graça Carvalho: “Estamos a criar condições para que mais proprietários, entidades e empresas possam investir na floresta e na ação climática”

O Mercado Voluntário de Carbono (MVC) acaba de dar mais um passo na sua consolidação com a aprovação de duas novas metodologias de carbono dedicadas à Reflorestação e à Gestão Florestal Melhorada, que se juntam à metodologia já existente para Novas Florestações.

Com este alargamento, o MVC passa a disponibilizar três metodologias de carbono, o que aumenta significativamente as oportunidades para o desenvolvimento de projetos de sequestro de carbono em território nacional e para a captação de investimento privado em soluções baseadas na natureza.

“Estamos a criar condições para que mais proprietários, entidades e empresas possam investir na floresta e na ação climática. Ao alargar as metodologias disponíveis, reforçamos a credibilidade e a capacidade de crescimento do Mercado Voluntário de Carbono e mobilizamos financiamento privado para projetos que contribuem simultaneamente para a neutralidade carbónica, a valorização do território e a resiliência das nossas florestas”, afirma a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

As novas metodologias permitem abranger um conjunto mais diversificado de intervenções florestais, reforçam o potencial de geração de créditos de carbono em Portugal e incentivam práticas de gestão sustentável com benefícios climáticos, ambientais e territoriais.

Atualmente, o Mercado Voluntário de Carbono conta com dois projetos registados na tipologia de Novas Florestações e um terceiro projeto está em fase de validação inicial. Estão ainda disponíveis 977 créditos de carbono para venda, a plataforma conta com 29 utilizadores registados e existem 10 verificadores qualificados para assegurar a validação inicial e a verificação periódica dos projetos.

A criação de novas metodologias representa mais uma etapa na consolidação do MVC enquanto instrumento de apoio à ação climática e promove soluções de mercado que permitem direcionar investimento para projetos de sequestro de carbono, conservação e valorização dos recursos florestais nacionais.

Para Maria da Graça Carvalho, “o Mercado Voluntário de Carbono está a ganhar escala e maturidade. Depois das metodologias florestais, estamos já a trabalhar em novas abordagens para valorizar o carbono azul e as pradarias marinhas, para colocar também os ecossistemas costeiros no centro da ação climática e da valorização do capital natural”.
Mais informação sobre as metodologias, projetos e atividade do Mercado Voluntário de Carbono está disponível em Portal do Mercado Voluntário de Carbono.

 

 

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