Ministério da Justiça fixa metas de eficiência energética, hídrica e material até 2027
- Redução de 10% no consumo de energia e de 10% no consumo de água até 2027, com metas anuais faseadas
- Pelo menos 20 edifícios da área da Justiça vão ser requalificados a nível energético e hídrico
- Ministra da Justiça designou um Coordenador de Energia e Recursos (CER)
Despacho da Ministra da Justiça fixa metas para o triénio 2025-2027, no âmbito do Programa ECO.AP 2030
O Ministério da Justiça (MJ) na sequência da proposta apresentada pelo IGFEJ, consolidou e definiu os objetivos e as metas da área governativa da Justiça para o triénio 2025-2027, no âmbito do Programa de Eficiência de Recursos e de Descarbonização na Administração Pública (ECO.AP 2030). As metas constam do Despacho n.º 7782/2026, assinado pela Ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, e publicado em Diário da República a 22 de junho). O Ministério da Justiça atribui ao IGFEJ as competências para execução das metas ambientais até 2027.
O despacho fixa objetivos a atingir até 31 de dezembro de 2027 em sete domínios: eficiência energética, incorporação de energias renováveis, eficiência hídrica, reabilitação de edifícios, eficiência material, capacitação dos trabalhadores e aquisição de eletricidade de origem renovável.
Foi ainda designado um Coordenador de Energia e Recursos (CER), para assegurar a execução dos objetivos definidos. O CER é o interlocutor da área governativa da Justiça junto da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e da Agência Portuguesa do Ambiente, I. P. (APA). Caberá ao IGFEJ, através do CER, acompanhar o cumprimento dos objetivos por parte de todos os organismos do setor, apoiar os respetivos Gestores de Energia e Recursos (GER) e reportar anualmente o ponto de situação à tutela, até final de março de cada ano.
As metas estão quantificadas e foram faseadas ano a ano, conforme resumido no quadro seguinte:
| Objetivo | 2025 | 2026 | 2027 | Meta até 2027 |
| Eficiência energética (energia primária) | -3% | -3% | -4% |
-10% |
| Eficiência hídrica (consumo de água) | -3% | -3% | -4% | -10% |
| Energias renováveis (energia final consumida) | +1,5% | +1,5% | +2% | 5% |
| Eficiência material – papel | -5% | -5% | -5% | -15% |
| Eficiência material – produtos de uso único (incl. plásticos) | -2% | -2% | -2% | -6% |
| Reabilitação de edifícios | ≥ 20 edifícios requalificados | |||
| Capacitação dos trabalhadores | ≥ 20 envolvidos · 3 campanhas | |||
| Eletricidade renovável (novos contratos) | ≥ 20% de origem renovável |
«Estas metas traduzem um compromisso concreto e mensurável do Ministério da Justiça com a transição energética e a sustentabilidade da Administração Pública. Mais do que cumprir uma obrigação, queremos que a Justiça seja um exemplo de eficiência e de responsabilidade ambiental», afirma a Ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice.
As metas definidas para a área da Justiça inserem-se nos compromissos nacionais e europeus de transição energética, designadamente no Plano Nacional Energia e Clima 2030, no Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 e na Diretiva (UE) 2023/1791 relativa à eficiência energética.
O cumprimento dos objetivos é monitorizado trimestralmente através do Portal Barómetro ECO.AP, desenvolvido pela ADENE – Agência para a Energia.