Portugal regista o maior número de pedidos de patentes de invenção da última década

  • 1.170 pedidos de patentes de invenção em 2025, mais 22,9% do que no ano anterior.
  • Os pedidos de patente europeia de origem portuguesa cresceram 6,1%, atingindo 368 em 2025.
  • A procura de registo de marcas aumentou 7,9%, para 23.229 pedidos em 2025.

Relatório Anual de Estatísticas do INPI traça a evolução da propriedade industrial em Portugal

O número de pedidos de direitos de propriedade industrial aumentou em 2025. Os dados do Relatório Anual de Estatísticas do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), recentemente divulgado, mostram uma subida dos pedidos de patentes de invenção, das patentes europeias de origem portuguesa, bem como do registo de marcas.

Ao longo de 2025, foram apresentados 1.170 pedidos nacionais de patentes de invenção, mais 22,9% do que no ano anterior (952) e o valor mais elevado da última década. A Universidade de Coimbra foi a entidade que apresentou mais pedidos de patentes nacionais. O relatório mostra ainda que 34% dos pedidos incluem mulheres inventoras. A região Norte lidera o número de pedidos nacionais (37%), seguida da Grande Lisboa (26%) e da região Centro (22%). 

Destaca-se igualmente o crescimento dos pedidos de patente europeia com origem portuguesa, que aumentaram 6,1%, atingindo 368 pedidos com origem em Portugal (versus 347 em 2024), dos quais 122 já recorrem ao sistema de patente europeia com efeito unitário, mais 18,4% do que em 2024. O pedido de patente europeia com efeito unitário significa que a invenção fica protegida em 18 Estados-Membros (EM) da União Europeia e, através de um processo simplificado e centralizado.

As marcas, logótipos e outros sinais distintivos do comércio continuam a ser a modalidade de direitos de propriedade industrial com maior procura. Em 2025 foram apresentados 23.229 pedidos, um crescimento de 7,9% face ao ano anterior. Portugal mantém, assim, um dos rácios mais elevados de pedidos de marcas por milhão de habitantes na Europa, acima de países como Espanha, França ou Alemanha. A maioria dos pedidos enquadra-se na classe "Educação, Formação, Divertimentos, Atividades Desportivas e Culturais" (Classificação de Nice), sendo 51,3% apresentados por empresas e outras entidades e 48,7% por requerentes individuais.

No domínio do design, o número de pedidos de proteção nacional manteve-se praticamente estável (246 pedidos), mas o número de objetos abrangidos pela proteção aumentou 40,7%, para 854 objetos, revelando uma maior utilização deste instrumento de proteção por parte das empresas e criadores. A classificação Mobiliário concentrou 16,3% dos pedidos de Design nacional, seguida de Artigos de Vestuário e Retrosaria (12,6%), sendo 70% dos pedidos apresentados por empresas ou outras entidades. Já nos pedidos de Design da União Europeia apresentados junto do Instituto Europeu da Propriedade Intelectual (EUIPO), os pedidos incluíram 661 objetos, representando um aumento de 15,8% em relação a 2024 (571).

Como conclui o relatório do INPI, "a evolução observada confirma que a aposta contínua na Propriedade Industrial é crucial para o desenvolvimento económico e tecnológico do país, contribuindo para a competitividade das empresas e para a consolidação de Portugal como um país inovador, empreendedor e orientado para o conhecimento."

Sobre o INPI

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) é um organismo tutelado pela Ministra da Justiça (em coordenação com o Ministro da Economia e da Coesão Territorial e com o Ministro da Educação, Ciência e Inovação). Tem como missão assegurar a proteção da Propriedade Industrial (PI), zelando por uma correta, eficaz e célere atribuição, manutenção e extinção dos direitos.
Visa igualmente a promoção da inovação, do desenvolvimento e do crescimento económico do país, bem como o combate à contrafação e à concorrência desleal.

Para mais informação, consulte o relatório anual estatísticas do INPI 2025.

 

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