Intervenção de abertura do Ministro da Educação, Ciência e Inovação no debate sobre "A situação dos exames nacionais, o processo de digitalização e classificação dos exames, o processo de acesso ao ensino superior e a abertura do próximo ano letivo"
A classificação de exames nacionais em formato digital é mais um passo no caminho da modernização do sistema educativo português.
Desde o primeiro momento, a nossa prioridade foi identificar os problemas, corrigi-los rapidamente e assegurar que nenhum aluno é prejudicado no seu percurso escolar ou no acesso ao ensino superior. O rigor, a equidade e a transparência no processo de avaliação externa foram e são a prioridade maior das nossas equipas. Nada se sobrepõe a estes princípios.
Perante a identificação dos problemas, foram introduzidas correções técnicas e procedimentais na realização dos exames da 2.ª fase.
- Ao nível da digitalização, otimizou-se e reforçou-se a monitorização, o que permitiu acompanhar melhor cada prova desde a receção dos envelopes até à digitalização e posterior entrada na Plataforma de Classificação e Supervisão.
Ao nível dos classificadores e das comunicações do Júri Nacional de Exames, aplicaram-se várias melhorias:
- O docente passou a receber um alerta sempre que são disponibilizadas novas respostas para classificação.
- Foi criado um canal direto para esclarecimento de dúvidas e resolução de problemas técnicos reportados pelos professores, incluindo o envio de mensagens SMS.
Mais ainda, recuperou-se uma prática que estava extinta há 15 anos: pagar aos professores classificadores pelo seu trabalho na classificação dos exames nacionais.
Esta medida visou reconhecer e valorizar o trabalho desenvolvido pelos professores classificadores e relatores, num ano particularmente exigente, marcado pela mudança.
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