Primeiro-Ministro: Temos de garantir que a escola continue a ser a casa da democracia e da igualdade

A intervenção decorreu na sessão de abertura do ano letivo do ensino básico, no novo Centro Escolar Barbosa du Bocage, em Setúbal, inaugurado esta sexta-feira pelo Primeiro-Ministro, Luís Montenegro

Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, na sessão solene do início do ano letivo 2026/2027 do Ensino Básico, no Centro Escolar du Bocage, Setúbal, 11 setembro 2026 (Gonçalo Borges Dias/GPM)

O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, participou esta sexta-feira, 11 de setembro, na sessão solene que abriu o ano letivo no Agrupamento de Escola Barbosa du Bocage, em Setúbal. Com as primeiras palavras dedicadas aos alunos, o Primeiro-Ministro, desafiou os mais jovens a arriscarem e não terem medo de ser aquilo que desejam ser. 

“Quando assistimos à satisfação destes alunos no regresso à escola, sentimos uma motivação, uma responsabilidade de fazermos ainda mais e melhor para garantir que a escola continue a ser aquilo que ela é: a casa da democracia, a casa da igualdade, a casa onde todos tenham a possibilidade de adquirir as ferramentas para serem aquilo que querem ser”, referiu Luís Montenegro.  

Para o Primeiro-Ministro, “tudo começa na escola, onde todos somos iguais à partida”.  E lembrou que a escola é o sítio onde se aprende, mas também é o lugar onde se brinca, onde se fazem amigos, onde se aprende a sofrer, a encarar as e a superar as dificuldades. 

Luís Montenegro dirigiu-se também aos professores e ao corpo auxiliar que permitem que a aprendizagem e a formação cívica destes alunos possam desenvolver-se, “com o espírito de conquista, de superação, de ser melhores amanhã e projetar o país para as próximas décadas.”

“Estamos aqui hoje, na abertura deste ano letivo, para vos dizer que nada é fácil e a política educativa é talvez das mais desafiantes. Num tempo de grande mudança, de grande adaptação demográfica, de tolerância, de necessidade de ultrapassarmos desafios novos nos campos tecnológico e digital”, referiu o Primeiro-Ministro, acrescentando que, por estas razões, o Governo, quis desde a primeira hora, restabelecer a paz e estabilidade na escola”. 

Luís Montenegro lembrou que o Governo conseguiu atrair mais professores para a escola, dando-lhes melhores condições para que possam progredir nas suas carreiras ter o retorno do seu esforço. “Que é um esforço enorme, o que fazem nas salas de aula e no ambiente escolar para qualificarem os jovens, para lhes transmitir o conhecimento, os valores e os princípios da vida em sociedade”.

O Primeiro-Ministro recordou também que o Governo lançou concursos extraordinários e valorizou o seu trabalho, nomeadamente com o subsídio de deslocação para quem está fora das suas zonas de residência e em zonas mais carenciadas, como é o caso da Península de Setúbal. “Hoje temos mais de 600 professores nesta região, fruto de uma integração extraordinária de mais de 3 mil professores na nossa escola pública. Ainda não chega, nós sabemos, mas foi precisamente formando mais professores, chamando-os para a vocação pedagógica, dando-lhes os incentivos — de natureza das suas retribuições e dando-lhes incentivos para poderem suportar a despesa com a habitação —, conseguimos já atrair mais e a situação é muito melhor este ano do que foi o ano passado”.

Em relação aos resultados dos Testes PISA 2025, Luís Montenegro afirmou que é necessário falar disso “não para fazer polémica, mas para que não nos esqueçamos da realidade”. E a realidade “é que, nos últimos anos, o ensino perdeu exigência e, por isso, perdeu qualidade”. 

Para o Primeiro-Ministro é necessário um reforço da exigência, da qualidade, da valorização da docência, do espaço físico da escola e da qualificação dos seus gestores. 

 

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