Aeroporto Luís de Camões deverá representar um investimento entre 7,9 e 8,9 mil milhões
“Sonhámos durante 50 anos com um novo aeroporto e hoje estamos a cumpri-lo”, afirmou o Ministro Pinto Luz
Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, na sessão "Expansão e modernização do sistema aeroportuário nacional, Lisboa, 22 julho 2026 (Miguel A. Lopes/Lusa)
O novo Aeroporto Luís de Camões deverá representar um investimento entre 7,9 mil milhões e 8,9 mil milhões de euros, a preços de 2024, segundo o relatório técnico divulgado na sessão "Expansão e modernização do sistema aeroportuário nacional: ligar Portugal ao Mundo", em Lisboa.
A construção deverá começar em 2029 e ficar concluída até 2033, de acordo com o calendário que prevê também que após os testes e a certificação, a abertura do novo aeroporto esteja prevista a partir de 2035.
O aeroporto tem capacidade prevista para 56 milhões de passageiros por ano no momento da abertura, podendo crescer até aos 85 milhões de passageiros anuais.
“Sonhámos durante 50 anos com um novo aeroporto e hoje estamos a cumpri-lo”, afirmou o Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
Comboios
Em termos de acessos, o aeroporto ficará a 20 minutos do centro de Lisboa por comboio, através de uma ligação dedicada até ao ceontro da cidade, através da Terceira Travessia do Tejo em Lisboa, uma nova ponto rodo-ferroviária a construir entre Chelas e o Lavradio.
A nova linha ferroviária Lisboa-Aeroporto, que abrirá em 2034, terá também uma nova estação servida por quatro linhas e três plataformas, com ligações diretas aos comboios de longo curso.
A estimativa aponta para 20 milhões de passageiros por ano a viajar de e para o aeroporto através de comboio.
Estradas
Nas estradas, estão previstos 250 quilómetros de novas vias e mais de 50 quilómetros de requalificação da rede existente, que deverá responder a um movimento diário estimado de 65 mil veículos ligeiros e cerca de dois mil veículos pesados.
Estão projetadas intervenções nas ligações das estradas nacionais 4, 10 e 119 ao aeroporto, a ligação da A33 à A12 e à A13 e o IC13 entre o aeroporto, Ponte de Sor e Alter do Chão.
O projeto inclui ainda a duplicação da EN118 e a beneficiação da EN119, com o objetivo de reforçar as ligações entre os municípios das duas margens do Tejo.[CN1.1]
Processo
O relatório técnico foi entregue ao Governo dentro dos prazos previstos no contrato de concessão, sucedendo ao relatório inicial e ao relativo à consulta das partes interessadas. A sua entrega permite avançar para os estudos prévios e para o desenho arquitetónico.
A ANA – Aeroportos de Portugal prevê ainda entregar, até ao final de julho, o Estudo de Impacto Ambiental, à Agência Portuguesa do Ambiente. Até meados de janeiro de 2027 deverá entregar o relatório financeiro e concluir a candidatura em janeiro de 2028.
A empresa prevê financiar o projeto em cerca de 7 mil milhões de euros através da emissão de dívida e propõe o aumento progressivo das taxas aeroportuárias no Aeroporto Humberto Delgado entre 2026 e 2030.
