Agendas Mobilizadoras do PRR são verdadeira transformação estrutural da economia

874 empresas e 224 centros de investigação desenvolveram 1 270 produtos, processos de produção ou serviços novos

Ministros da Economia e Coesão Territorial, Castro Almeida, e do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, na apresentação de drones resultado de projetos da Agendas Mobilizadoras do PRR, Santa Maria da Feira, 25 de junho de 2026

As Agendas Mobilizadoras do PRR não são apenas projetos, mas sim uma verdadeira transformação estrutural da economia portuguesa, afirmou o Ministro da Economia e Coesão Territorial, Castro Almeida, no 3.º Encontro das Agendas Mobilizadoras do PRR, em Santa Maria da Feira a 25 de junho.

Castro Almeida disse que as 51 Agendas Mobilizadoras fazem parte da mudança de paradigma que está a ocorrer na economia portuguesa, que “está a passar de uma economia baseada em [baixos] custos para uma economia baseada em valor”.

Destas 51 agendas Mobilizadoras destacam-se alguns números:

  • 1 087 novos produtos, processos de produção e serviços têm o desenvolvimento concluído;
  • 183 estão em desenvolvimento e devem estar concluídos até final do ano;
  • Oito mil milhões de euros de aumento do volume de negócios das 1 100 empresas e centros de investigação envolvidos quando entrarem no mercado internacional;
  • 2,5% a 3% de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB);
  • 11 mil novos empregos altamente qualificados;
  • Sete mil milhões de euros de investimento mobilizado;
  • 3,2 milhões de incentivo contratado dos quais dois milhões já pago. 

“Agora é necessário produzir em série os protótipos alcançados, apostando na sua comercialização internacional. É um longo e difícil caminho, mas não há outro”, sublinhou.

Nova escala

Mas, “mais importante do que os números, é o que eles representam: uma nova escala de ambição, nova forma de trabalhar em rede e de transformar conhecimento em valor económico – é este o percurso que queremos consolidar na economia portuguesa”, disse.

Lembrando que “durante demasiado tempo a economia portuguesa foi marcada por baixa intensidade tecnológica, fraca ligação entre ciência e empresas e reduzida escala de investimento”, o Ministro disse que “isto traduz uma mudança estrutural”, pois, “não basta investir, é preciso transformar, e não basta executar [fundos], é preciso mostrar resultados”. 

Castro Almeida afirmou que “as Agendas Mobilizadoras representam uma das mais ambiciosas políticas públicas de inovação empresarial alguma vez lançadas em Portugal e uma escolha estratégica de apostar na competitividade, no conhecimento e na indústria como base do crescimento económico”.

A capacidade criada por elas “não se pode esgotar no PRR e não se limita aos projetos financiados”, pois 874 empresas de todas as dimensões e 224 entidades do sistema científico e de investigação aprenderam a trabalhar em conjunto.

Indústria

As Agendas Mobilizadoras incluem investimentos nas áreas da mobilidade sustentável, espaço, saúde, biotecnologia, energia, digitalização industrial, economia do mar, floresta, semicondutores, jogos digitais, construção e materiais avançados, entre outros.

Entre os exemplos mais demonstrativos do seu potencial destacam-se satélites, inteligência artificial aplicada à gestão do tráfego espacial, medicamentos injetáveis complexos, tecnologias de baterias de nova geração, soluções de mobilidade elétrica, telemedicina e bioeconomia para valorização de recursos naturais.

Estes resultados representam modernização e reindustrialização da economia, para a transição digital e climática e para a criação de novas cadeias de valor.

O Ministro afirmou ainda que “nas Agendas Mobilizadoras vamos cumprir os objetivos contratados com a Comissão europeia”, acrescentando que “o mesmo se irá passar com todo o PRR: Portugal não vai desperdiçar nem um euro das subvenções colocadas à nossa disposição”.

 

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