Alojamento turístico mantém trajetória de crescimento no segundo trimestre de 2026
Setor regista aumento de hóspedes, dormidas e proveitos

O setor do alojamento turístico registou 9,4 milhões de hóspedes e 23,3 milhões de dormidas no 2.º trimestre de 2026, correspondendo a aumentos de 2,3% e de 1,2% face ao período homólogo de 2025
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), o setor do alojamento turístico registou, no segundo trimestre de 2026, 9,4 milhões de hóspedes e 23,3 milhões de dormidas, o que corresponde a aumentos homólogos de 2,3% e 1,2, respetivamente. Os proveitos totais ascenderam a 2,1 mil milhões de euros, mais 5,2% do que no mesmo período do ano anterior, enquanto os proveitos de aposento aumentaram 4,5%, para 1,6 mil milhões de euros.
Os mercados externos mantiveram-se predominantes, representando 71,9% das dormidas, num total de 16,7 milhões, traduzindo-se num aumento de 0,5%. As dormidas de residentes aumentaram 3,2%, para 6,5 milhões, acelerando o crescimento pela primeira vez desde o segundo trimestre de 2025. No conjunto do semestre, o setor registou 15,1 milhões de hóspedes e 36,8 milhões de dormidas, mais 2,1% e 1,3%, respetivamente.
O Algarve registou a maior concentração de dormidas, com 27,2% do total, seguindo-se a Grande Lisboa (23,4%) e o Norte (18,5%). Entre os residentes, o Norte foi a região com maior concentração de dormidas (22,6%), enquanto o Algarve foi o principal destino dos não residentes, com 30,9%.
O Alentejo e o Norte apresentaram os maiores aumentos, em contraste com o Oeste e Vale do Tejo e o Centro, que assinalaram as maiores descidas.
Também os indicadores de rendimento acompanharam a evolução positiva: o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 81,6 euros, mais 0,8%, e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) chegou aos 130,2 euros, aumentando 2,4%. Na área do emprego, a remuneração bruta mensal média por trabalhador nas atividades de alojamento subiu 5,7%, para 1 451 euros, ainda que permanecesse 384 euros abaixo da média do conjunto da economia.
Os dados do INE mostram, assim, uma evolução positiva da atividade turística no segundo trimestre, embora com sinais de abrandamento do crescimento. O gabinete de estatística assinala também que os resultados do período poderão ter sido influenciados pela estrutura móvel do calendário, nomeadamente pelo efeito associado ao período da Páscoa.
