2026-05-09 0841

Comando Integrado de Prevenção e Operações já desobstruiu 10 mil quilómetros de caminhos florestais

Um mês depois de ter sido criado, o Comando Integrado de Prevenção e Operação (CIPO) já desobstruiu cerca de 10 mil quilómetros de rede viária florestal nas regiões Centro e de Lisboa e Vale do Tejo.

O anúncio foi feito, a 8 de maio, pelo coordenador do Comando, Comandante Elísio Oliveira, no âmbito de uma reunião de trabalho que juntou os Ministros da Administração Interna, Defesa Nacional e Agricultura e Mar.

“A rede viária florestal existente ascende a mais de 56 mil quilómetros. Foram identificados mais de 12 mil quilómetros a carecer de intervenção, mas, neste momento, temos já aqui um trabalho de cerca de 10 mil quilómetros, efetivamente, desobstruído”, explicou Elísio Oliveira, acrescentando que, possivelmente, o trabalho efetuado poderá vir a ultrapassar a necessidade inicialmente prevista.

No final da reunião de trabalho, nos Bombeiros Sapadores de Leiria, o coordenador do CIPO e os três Ministros fizeram uma conferência de imprensa para apresentar os resultados obtidos, o trabalho que ainda falta concretizar e listar aquelas que são as principais prioridades.

Quando questionado sobre o propósito do CIPO, o Ministro da Administração Interna, Luís Neves, disse que “para situações de exceção, são precisas respostas de exceção” e assegurou que o trabalho deste Comando vai continuar. 

Apelo

Num apelo aos portugueses, Luís Neves voltou a lembrar que o verão poderá ser “muito duro” e que é fundamental que os terrenos florestais sejam limpos. 

“O verão, já o disse várias vezes, mas vou enfatizar, pode vir a ser muito duro. O trabalho, para que seja menos duro e menos difícil, é de todos. E por isso nós queremos (…) apelar a todos, à população, aos proprietários, que sejam igualmente parte deste momento de limpeza, de identificação de fragilidades, porque é esse o momento em que estamos”.

Sobre a utilização dos helicópteros Black Hawk da Força Aérea durante a época de incêndios, o Ministro da Defesa, Nuno Melo, garantiu que vão ser uma “ajuda acrescida” no combate aos fogos.

“Ainda bem que em 2026 nós vamos contar com mais meios do que existiam em 2025, nomeadamente com estas máquinas que são extraordinárias, são polivalentes e serão uma ajuda acrescida”.

Nuno Melo afirmou ainda que “as Forças Armadas estão a dar tudo o que têm, com os meios que podem, com a competência que lhes é reconhecida”.

Bons resultados

Na reunião em que foi feito um ponto de situação de um mês desde a criação do CIPO, o Ministro da Administração Interna mostrou-se particularmente satisfeito pelos resultados alcançados.

“Somos uma única equipa com competências distintas, com áreas distintas, mas que se cruzam naquilo que é o objetivo comum, que é salvaguardar a vida das pessoas, salvaguardar a nossa forma de vida e, sobretudo, salvaguardar a coesão do território mais atingido, sobretudo do interior”, acrescentou Luís Neves.

O CIPO reúne diferentes áreas governativas e entidades com responsabilidades na prevenção e combate - Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a Guarda Nacional Republicana, a Liga dos Bombeiros Portugueses, o Estado-Maior-General das Forças Armadas e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil – que estiveram todas representadas na reunião.