2026-05-18 1650

Defender a UE, a NATO e a CPLP é defender a estabilidade e a segurança

“Num sistema internacional marcado por uma enorme tensão geopolítica”, “defender a UE, a NATO e a CPLP, hoje mais do que nunca, é defender a estabilidade, a segurança e a projeção internacional de Portugal”, disse o Ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, no debate sobre soberania nacional, na Assembleia da República, a 15 de maio. 

Abreu Amorim afirmou que “a clareza da posição estratégica de Portugal” na União Europeia (UE), na Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla inglesa” e na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é “crucial e imprescindível”.

Portugal tem estes três espaços – europeu, atlântico e mundial – “como eixos estruturantes da sua política externa”, e “a nossa presença nestas três dimensões de pertença e de partilha, bem como a defesa dos princípios que lhes dão corpo, não são escolhas circunstanciais nem flutuam ao sabor das vicissitudes internacionais”, constituindo “prioridades estratégicas permanentes com as quais Portugal está plenamente comprometido”, disse.

Assim, “defender a UE, a NATO e a CPLP” é assegurar “que o país mantém a sua marca de coerência e credibilidade numa ordem global cada vez mais complexa e desafiadora”.

No plano das relações externas, “o Governo garante que Portugal atua e atuará sempre à luz do Direito Internacional e dos compromissos que assumiu com os seus aliados, assim como no quadro da defesa intransigente da nossa soberania nacional”, continuando “a agir com prudência, responsabilidade e no absoluto respeito pelos mecanismos legais aplicáveis à utilização do território nacional”.

Proteger o poder de compra

O Ministro referiu-se ainda ao reflexo no plano interno da “responsabilidade e coerência” assumida internacionalmente, afirmando que “o Governo concretizou medidas estratégicas que protegem o poder de compra e que asseguram a estabilidade das famílias e de toda a atividade económica”, particularmente na área da energia e no custo de vida. 

Abreu Amorim afirmou que o Governo optou “por decisões com impacto real na vida dos portugueses em vez de outras, tantas vezes exigidas na praça pública, eventualmente aptas a angariar popularidade fácil, mas que podem colocar em causa a sustentabilidade do país”.