Governo tem de garantir que salários crescem acima da inflação

Salários cresceram 6,6% em 2025, inflação está em 3,3%, assinalou o Ministro Castro Almeida

O Governo tem de garantir “um crescimento dos salários acima da inflação”, afirmou o Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, acerca dos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao crescimento da economia, à taxa de inflação e à taxa de desemprego.  

Castro Almeida sublinhou que os portugueses vivem hoje melhor, devido ao crescimento de rendimentos superior à inflação nos últimos anos: “Em 2025 fomos o terceiro país da Europa onde os salários mais cresceram, e mesmo no primeiro trimestre de 2026, os salários cresceram 6,6%”. 

“Mesmo estando agora elevada a inflação - está com 3,3% - é metade do valor do crescimento dos salários. E, portanto, significa que as pessoas estão, apesar de tudo, a viver melhor”, disse.

Todavia, o Governo está preocupado com o aumento da inflação, pois “cada ponto da inflação está a comer o acréscimo de salários. E o que nós queremos é que os salários sejam para as pessoas terem mais capacidade de resolver os seus problemas e de fazerem as suas compras”.

Para isto é preciso que as empresas sejam mais competitivas, o trabalho seja mais produtivo, para que as pessoas ganhem mais por hora por produzirem mais por hora, tenham melhores rendimentos.

O Ministro referiu ter “a noção de que as pessoas ficam muito apreensivas quando veem o preço da gasolina aumentar” porque “a gasolina é um fator psicológico poderosíssimo” e faz com que os alimentos tenham “um aumento acima da inflação média”, o que “é muito perturbador”. 

Contudo, “o que o Governo tem de garantir é um crescimento dos salários acima da inflação”, afirmou, ainda numa declaração no final do seminário de lançamento da Estratégia Norte 2024 em Santa Maria da Feira.

Economia e emprego

A economia portuguesa cresceu 2,3% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado devido ao aumento significativo do investimento e ao consumo privado, informou o INE.

O Governo tinha estimado um crescimento económico de 2,3% para 2026 mas o impacto das tempestades e do conflito no Médio Oriente, obrigou a baixar a estimativa para 2%.

A taxa de desemprego fixou-se em 5,7% em abril, abaixo dos 5,8% de março e menos 0,5 pontos percentuais (p.p.) que no mesmo mês do ano passado, segundo dados provisórios também divulgados pelo INE.
 

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