2026-06-19 1115

Incêndios: Governo reforça vigilância e ativa Centro de Operações Permanente na Base Aérea de Monte Real

A vigilância aérea foi reforçada na área de atuação do Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), na zona centro do país,  devido às previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que apontam para um agravamento das condições meteorológicas nos próximos dias, com temperaturas elevadas, tempo quente e seco e consequente aumento do perigo de incêndio rural.

A prioridade da vigilância incidirá sobre os 26 concelhos fortemente afetados pela tempestade “Kristin”, que provocou um aumento muito significativo da carga combustível existente no terreno, criando um risco acrescido de ocorrência e propagação de incêndios rurais. 

Assim, os Ministros da Defesa Nacional, Nuno Melo, e da Administração Interna, Luís Neves, determinaram que houvesse um reforço das medidas de vigilância, deteção precoce e combate de forma autónoma por parte das Forças Armadas.

Foi, por isso, decidido ativar, sob coordenação do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), um Centro de Operações Permanente na Base Aérea n.º 5, em Monte Real, durante o período de alerta, funcionando como base avançada de apoio ao CIPO.

Meios de vigilância, deteção e combate

Estarão posicionados nesta Base Aérea meios aéreos da Força Aérea Portuguesa e da Marinha, aumentando a capacidade de cobertura das zonas de maior risco. São eles: 

• P-3C CUP+ – aeronave de patrulhamento de longo alcance, dotada de sensores de elevada capacidade para vigilância aérea e recolha de informação em vastas áreas do território;
• EADS C-295M – aeronave de vigilância equipada para missões de reconhecimento, observação e monitorização de grandes áreas, permitindo a deteção precoce de ocorrências e o apoio à coordenação operacional;
• Sistemas aéreos não tripulados (drones), vocacionados para missões de vigilância persistente, deteção de focos de incêndio e monitorização em tempo real das áreas críticas;
• UH-60L Black Hawk – helicóptero multifunções com elevada mobilidade e capacidade para reconhecimento aéreo, transporte, combate a incêndios e apoio às operações de proteção e socorro.

A operação demonstra a capacidade de atuação conjunta das entidades do Estado, antecipando o risco e mobilizando os meios necessários antes da ocorrência de situações críticas. 

É este o princípio que orienta a ação do CIPO: prevenir antes de combater, protegendo as populações, o território e os recursos nacionais.

Apelo à responsabilidade

O Governo apelou igualmente à máxima responsabilidade de todos os cidadãos, recordando que, durante os períodos de maior perigo de incêndio rural, qualquer comportamento negligente pode ter consequências graves para as pessoas, os bens e o património natural. 

A prevenção continua a ser o primeiro e mais importante instrumento de proteção das populações e do território.