Investimento na Defesa avança sem cortes sociais nem desequilíbrios, assegura Primeiro-Ministro

Militar português
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O Primeiro-Ministro assegurou este sábado que o reforço do investimento em Defesa, com o objetivo de antecipar a meta dos 2% do PIB, será feito sem necessidade de um orçamento retificativo e sem cortar na área social.
A partir de Estugarda, onde participou nas celebrações do Dia de Portugal junto da comunidade portuguesa, Luís Montenegro garantiu que o compromisso com a Defesa será compatível com a proteção das finanças públicas e com a continuidade do investimento nos serviços essenciais.
"Não vamos fazer cortes no apoio às famílias nem abdicar da solidez orçamental. O reforço da Defesa será gerido com os meios disponíveis e devidamente enquadrado no próximo Orçamento do Estado", afirmou, sublinhando a intenção de manter um rumo financeiro responsável.
O chefe do Governo reagiu também às previsões económicas atualizadas pelo Banco de Portugal, que apontam para um abrandamento do crescimento. Reconhecendo os desafios no contexto europeu, nomeadamente as dificuldades da economia alemã, Montenegro insistiu que Portugal continua a demonstrar resiliência.
"A economia portuguesa está equilibrada. Já provámos que, mesmo com previsões prudentes, conseguimos surpreender pela positiva", afirmou, recordando que, no último ano, Portugal registou um aumento histórico no rendimento líquido dos trabalhadores.
Acompanhado pelo Presidente da República, o Primeiro-Ministro reforçou a confiança na capacidade do país para "responder às incertezas externas com responsabilidade e ambição", apontando como prioridade "criar mais riqueza para reforçar a coesão e a estabilidade".