Ministro da Educação garante que nenhum aluno será prejudicado

Calendário da 1.ª fase do Concurso de Acesso ao Ensino Superior mantém-se e haverá uma época especial de exames em setembro

Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, Lisboa, 21 julho de 2026 (António Cotrim/ Lusa)

O Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, garantiu que “nenhum aluno será prejudicado pelas falhas registadas no processo de avaliação digital dos exames nacionais”, quer nas classificações, quer no acesso ao ensino superior, assegurando que estão a ser adotadas todas as medidas necessárias para corrigir os problemas identificados.

Na abertura da conferência de imprensa da passada terça-feira, Fernando Alexandre lamentou os constrangimentos verificados e pediu desculpa aos alunos, às famílias, aos professores e às escolas, agradecendo o esforço desenvolvido por todos os profissionais envolvidos num período particularmente exigente.

Erros na classificação foram corrigidos

O Ministro explicou que os erros inicialmente detetados nas classificações resultaram de um problema de exportação na primeira remessa de resultados enviada às escolas pelo Júri Nacional de Exames (JNE), situação que foi corrigida ainda na noite de sexta-feira. As classificações que permaneceram em suspenso foram, entretanto, regularizadas, após validações efetuadas diretamente com as escolas, não sendo expectável que subsistam.

Fernando Alexandre sublinhou que o novo modelo de classificação eletrónica constitui "um avanço no nosso sistema educativo", por garantir "mais equidade, mais qualidade, mais rigor e mais transparência" na avaliação externa.

O acesso às provas digitalizadas permitiu ainda identificar e corrigir um erro na parametrização da matriz de classificação de um item  da versão 2 do Exame Nacional de Física e Química A. Após a revisão, 11 496 viram a sua classificação subir.

O Ministro destacou que esta situação demonstra uma das vantagens da classificação eletrónica, ao permitir corrigir erros de forma rápida e sistemática, assegurando justiça e rigor na avaliação. Acrescentou que qualquer situação semelhante que venha a ser identificada será tratada da mesma forma.

Calendário do acesso ao ensino superior mantém-se

O Governo garantiu igualmente que estes casos não terão impacto na candidatura à primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, uma vez que o regulamento já prevê a atualização ou alteração das candidaturas sempre que as classificações sejam modificadas em resultado de reapreciações ou reclamações. Assim, mantém-se o calendário da primeira fase de candidaturas, que decorre entre 20 de julho e 6 de agosto.

Relativamente à segunda fase dos exames nacionais, que começa na terça-feira, será mantido o modelo de classificação eletrónica, com melhorias estruturais resultantes da experiência da primeira fase. Para os alunos que, devido às desconformidades identificadas, não disponham atempadamente de toda a informação necessária para decidir sobre a realização de provas na segunda fase, será criada uma época especial no início de setembro, que contará, para esses alunos, como segunda fase.

O Ministro lembrou que será  realizada uma auditoria externa ao processo de classificação digital, destinada a identificar as falhas ocorridas e a introduzir melhorias para o próximo ano letivo.

Fernando Alexandre reafirmou que a digitalização das provas e da classificação representa um passo importante na modernização do sistema educativo português, acrescentando que o Governo está empenhado em aperfeiçoar a implementação deste modelo para beneficiar alunos, professores e toda a comunidade educativa.