Ministro da Presidência inaugura Núcleo Museológico da Lusa e defende papel insubstituível dos jornalistas

António Leitão Amaro defendeu que a agência deve aproveitar a inteligência artificial e as novas tecnologias, mantendo os jornalistas no centro da produção de informação

O Ministro da Presidência, António Leitão Amaro, observa um negativo durante a cerimónia de inauguração do Núcleo Museológico da Agência Lusa, em Lisboa, 18 de setembro de 2026. (Juliana Mendes Correia | GMP)

O Ministro da Presidência, António Leitão Amaro, inaugurou, a 18 de setembro, o Núcleo Museológico da Lusa, na sede da agência. Numa cerimónia que incluiu a visita ao museu e ao Hub dos Media, defendeu que a evolução tecnológica deve fortalecer o jornalismo sem substituir as pessoas responsáveis pela informação que chega ao público.

“As máquinas e a tecnologia não fazem o processo de comunicação social livre, independente, crítica e plural. Nem a inteligência artificial o vai fazer”, afirmou o Ministro. Os equipamentos reunidos no museu mostram como mudou o trabalho da agência ao longo das últimas décadas. Para António Leitão Amaro, mostram também que a tecnologia não assume, por si só, a responsabilidade de investigar, ouvir diferentes pontos de vista e decidir o que é relevante.

O Ministro defendeu o uso da inteligência artificial, das plataformas digitais e de novas ferramentas na Lusa. “Temos que conseguir em conjunto aproveitar o melhor da tecnologia”, afirmou. Esse trabalho, acrescentou, deve continuar a ser dirigido por jornalistas, cujo papel considerou “insubstituível na comunicação em democracia”.

António Leitão Amaro distinguiu ainda a produção profissional de notícias da circulação de opiniões nas redes sociais e da seleção de conteúdos por algoritmos. Defendeu ainda que o rigor, o contraditório e a independência editorial são essenciais para que os cidadãos disponham de informação em que possam confiar.

Uma agência aberta aos restantes meios

Na intervenção, o Ministro destacou a ligação entre o Núcleo Museológico e o Hub dos Media. Apresentou o novo espaço como expressão da parceria da Lusa com jornais, rádios, televisões e outros meios de comunicação social, incluindo os regionais e locais. Referiu também a importância dessa relação para os países de língua portuguesa.

António Leitão Amaro afirmou que a função da Lusa - fornecer informação a órgãos de comunicação social que, por sua vez, a fazem chegar aos seus públicos - exige uma agência capaz de apresentar diferentes perspetivas com rigor e autonomia.

Preparar as próximas décadas da Lusa

O Ministro recordou a opção do Governo em garantir a propriedade integralmente pública da Lusa e em investir na sua modernização. Reafirmou o compromisso de fortalecer a agência e defendeu uma organização “nunca subjugada a nenhum poder: político, económico, mediático, desportivo ou religioso.”

António Leitão Amaro agradeceu o trabalho da administração, da direção de informação e das equipas da agência. Referiu também o encontro com representantes dos trabalhadores, que lhe transmitiram as suas posições sobre o futuro da Lusa. Valorizou a disponibilidade para manter o diálogo, apesar das divergências em certas matérias.

O Ministro recordou ainda o trabalho escolar sobre agências de notícias que fez quando estudava no Caramulo. Quase quatro décadas depois, regressou ao tema para assinalar a inauguração do museu e olhar para o futuro da Lusa: “Parabéns pela história e sucesso aos próximos 40.”

Tags: Lusa
Áreas: Presidência

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