Nova política de imigração apresenta resultados no controlo, regularização e integração

Governo apresenta indicadores da nova política migratória, incluindo uma desaceleração de 85% no ritmo de crescimento dos fluxos migratórios e a resolução de 98% das pendências

Ministro da Presidência, António Leitão Amaro, na audição regimental na Assembleia da República a 7 de outubro (Juliana Mendes Correia | MP)

A mudança da política migratória em Portugal, iniciada com o Plano de Ação para as Migrações, apresenta resultados na desaceleração do ritmo de crescimento dos fluxos migratórios, no reforço do combate à imigração ilegal e na resolução das pendências acumuladas. Estes resultados foram apresentados a 7 de outubro, durante uma audição regimental na Assembleia da República. Na ocasião, o Ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou estar concluída “a primeira fase da transformação da política migratória do país”.

Entre os principais resultados apresentados, destacam-se:

1. Desaceleração de 85% no ritmo de crescimento dos fluxos migratórios. O Ministro sublinhou que esta evolução não significa fechar o país à imigração. Portugal continua a receber cidadãos estrangeiros, nomeadamente para responder às necessidades da economia, mas a um ritmo compatível com a capacidade de integração do país.

2. Reforço do combate à imigração ilegal. No primeiro semestre de 2026, a capacidade dos equipamentos de controlo nos aeroportos aumentou 30%. Foram também reforçados os efetivos da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da Polícia de Segurança Pública e a intervenção da Guarda Nacional Republicana, para aumentar o controlo nas fronteiras e a fiscalização em território nacional.

3. Resolução de 98% das pendências acumuladas. Segundo António Leitão Amaro, 98% dos processos pendentes tratados pela estrutura de missão encontram-se resolvidos. Das cerca de 445 mil manifestações de interesse, restam aproximadamente cinco mil processos por concluir, sobretudo devido à falta de resposta dos interessados.

4. Alterações no sistema de asilo e proteção internacional. O Ministro destacou a evolução do sistema, que considera agora “mais efetivo, mais genuíno e menos abusado”. Os novos pedidos que não resultaram em admissão diminuíram de cerca de 2 700, em 2023, para aproximadamente 800, em 2026. Destes, cerca de 400 tiveram decisão de admissão para prosseguimento do respetivo processo.

Reforço das medidas de integração

A política migratória inclui também medidas de integração, como o aumento do número de mediadores nas escolas, de 300, em 2024, para 400 no atual ano letivo. “Simultaneamente, medidas de controlo, simultaneamente medidas de integração”, afirmou António Leitão Amaro.

Durante a audição, o Ministro abordou ainda o acesso ao Serviço Nacional de Saúde, distinguindo o chamado "turismo de saúde" da utilização dos serviços por cidadãos estrangeiros que residem legalmente em Portugal.

António Leitão Amaro afirmou que uma pessoa com título de residência válido "tem direito a ser tratada", defendendo que o princípio do acesso universal ao SNS deve proteger quem reside no país.

No âmbito do protocolo de imigração laboral regular, o Ministro recordou que está previsto que os empregadores assegurem seguro de saúde aos trabalhadores contratados e adiantou que está também em reflexão, no quadro do Plano Nacional de Integração, a possibilidade de, em determinados casos, existir uma avaliação de saúde ainda no país de origem.

 

A informação apresentada foi útil?

Partilhe a sua opinião