Parque Arqueológico do Vale do Côa celebra 30 anos
Ministra da Cultura, Juventude e Desporto destaca "património único da arte paleolítica"

Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, nas cerimónias comemorativas do 30º aniversário do Parque Arqueológico do Vale do Côa, Vila Nova de Foz Côa, 10 de agosto de 2026 (Raquel Martins/MCJD)
O Parque Arqueológico do Vale do Côa assinala 30 anos como referência na preservação e valorização de um património único, que reúne o maior conjunto de arte rupestre paleolítica ao ar livre conhecido no mundo, aproxima-nos das origens da criatividade humana, integra a identidade cultural de Portugal e projeta o território a nível internacional.
Nas cerimónias comemorativas, que decorreram a 10 de agosto, em Vila Nova de Foz Côa, a Ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, destacou o percurso desenvolvido ao longo de três décadas de estudo, preservação e valorização das gravuras rupestres e a importância de um património que pertence a Portugal e à humanidade.
“Este é um património que nos aproxima das origens da criatividade humana e que nos permite conhecer melhor um passado comum, que pertence não apenas a Portugal, mas a toda a humanidade”, afirmou a Ministra.
O Vale do Côa é também um exemplo da capacidade da Cultura para valorizar os territórios, através da ligação entre património, paisagem e comunidades. A preservação das gravuras permitiu aprofundar o conhecimento científico, reforçar a projeção internacional da região e criar oportunidades de desenvolvimento cultural do território.
O conhecimento sobre o complexo arqueológico continua a aumentar. Em 1994, estavam identificadas cerca de 80 rochas com gravuras, distribuídas por 14 sítios. Atualmente, estão registadas mais de 1 600 rochas em 104 sítios arqueológicos. Só em 2026 foram descobertas 69 rochas em seis sítios diferentes.
A preservação deste património resultou de uma decisão determinante para o Vale do Côa. A construção da barragem prevista para a região foi suspensa em janeiro de 1996, permitindo salvaguardar as gravuras rupestres e aprofundar o seu estudo.
Em julho de 1997, o conjunto arqueológico do Vale do Côa foi classificado como monumento nacional. Em dezembro de 1998, a UNESCO inscreveu os Sítios de Arte Rupestre do Vale do Côa na Lista do Património Mundial, em reconhecimento do seu valor excecional para o conhecimento das primeiras manifestações da criação artística humana.
