Portugal apoia integração gradual dos Balcãs Ocidentais e estatuto de membro associado para a Ucrânia na UE

Primeiro-Ministro defende maior envolvimento dos países candidatos no projeto europeu

Primeiro-Ministro Luís Montenegro com a Presidente do Parlamento Europeu, Roberta Meloni, na Cimeira da UE com os países dos Balcãs Ocidentais, Tivat, Montenegro, 5 de junho de 2026 (Gonçalo Borges Dias/GPM)
Portugal apoia a integração gradual dos países dos Balcãs Ocidentais na União Europeia (UE) e o estatuto de membro associado para a Ucrânia, afirmou o Primeiro-Ministro Luís Montenegro no final da cimeira dos Chefes de Estado ou de Governo da União Europeia e dos Balcãs Ocidentais, em Tivat, no Montenegro.

Luís Montenegro destacou o “forte compromisso” demonstrado pelos líderes europeus para acelerar o processo de adesão dos países da região e desenvolver um “modo de funcionamento intercalar que crie condições de maior envolvimento”.

O Primeiro-Ministro sublinhou que os países dos Balcãs Ocidentais “fazem falta à Europa”, reforçando a autonomia estratégica do continente e contribuindo para a paz, a valorização democrática e o desenvolvimento económico europeu.

Em relação à proposta apresentada pela França e pela Alemanha para uma integração gradual dos países dos Balcãs Ocidentais na União Europeia, Luís Montenegro referiu que a mesma “mereceu, de uma forma generalizada, acolhimento quanto aos princípios”.

“Portugal manifestou também a sua disponibilidade” para adotar este método de forma a “acelerar o processo de integração”, acrescentou.

Segundo o Primeiro-Ministro, esta solução permitirá um maior envolvimento dos países candidatos, quer através da participação em reuniões, quer ao nível da articulação de políticas e do desenvolvimento de projetos conjuntos em áreas como a energia, a segurança ou a conectividade.

Questionado sobre a proposta de atribuir à Ucrânia um estatuto de membro associado da União Europeia enquanto decorre o processo de adesão, Luís Montenegro afirmou que a lógica é “muito semelhante” à aplicada aos Balcãs Ocidentais.
“É uma lógica de não ficarmos reféns do processo formal”, mas de “darmos um sinal político”, afirmou.

O Primeiro-Ministro defendeu ainda que a Europa precisa de “ter estes mecanismos de evolução”, sob pena de ficar “permanentemente, na lentidão de processos, a ficar para trás do ponto de vista da sua afirmação enquanto bloco que, à escala internacional, pode estar ao lado das grandes potências”.

A cimeira reuniu os chefes de Estado ou de Governo da União Europeia e os seus homólogos da Albânia, Bósnia-Herzegovina, Kosovo, Montenegro, Macedónia do Norte e Sérvia para discutir o aprofundamento da integração gradual dos Balcãs Ocidentais, o reforço da cooperação económica e a resposta a desafios comuns nas áreas da segurança, da conectividade e da competitividade.
 

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