Portugueses investem 120 milhões na primeira semana dos Certificados do Tesouro

O Ministro de Estado e das Finanças foi ouvido no Parlamento, onde adiantou que o lançamento deste produto “já está a ter algum efeito na oferta privada de poupança”

O Ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, na audição na Comissão de Orçamento Finanças e Administração Pública, 15 julho 2026

As famílias aplicaram 120 milhões de euros nos novos Certificados do Tesouro, na sua primeira semana de existência. Este número foi avançado pelo Ministro de Estado e das Finanças, durante a audição na Comissão de Orçamento Finanças e Administração Pública, que deu ainda conta que o lançamento deste produto “já está a ter algum efeito na oferta privada de poupança no sentido de subida da remuneração”.

Os Certificados do Tesouro Série 5 (CT Série 5) foram lançados há uma semana e têm capital garantido, taxas de juro fixas crescentes e um prazo de 10 anos, com possibilidade de resgate a partir do final do primeiro ano. Este é um produto orientado, particularmente, para aforristas que privilegiem estratégias de poupança de médio prazo.
Durante a audição, Joaquim Miranda Sarmento debruçou-se ainda sobre o atual cenário macroeconómico e orçamental do país.

O Ministro de Estado e das Finanças salientou a redução da dívida pública, o crescimento do investimento e a descida da carga fiscal e considerou que Portugal está a cumprir “o critério da sustentabilidade da dívida pública”, o que “tem feito com que as agências de rating tenham reconhecido esse bom desempenho do país”, contribuindo para uma maior procura da dívida portuguesa e para a redução dos custos de financiamento.

O Ministro de Estado e das Finanças revelou que os indicadores do segundo trimestre revelam uma “aceleração do consumo, do investimento e das exportações”, um “turismo muito dinâmico e com crescimento” e uma taxa de desemprego abaixo dos 6%. O responsável pela pasta das Finanças destacou ainda o crescimento das remunerações em termos reais, “seguramente o maior desde que entrámos na Zona Euro”. Acrescentou que o crescimento, aliado às reduções do IRS, contribuiu para um aumento superior a 10% do rendimento disponível das famílias nos últimos dois anos.

O Ministro de Estado e das Finanças destacou a reforma das finanças públicas, a simplificação fiscal, a revisão do contencioso tributário e medidas destinadas a reforçar o combate à fraude no mercado dos combustíveis, para além da criação do “fundo de sismos e catástrofes”.

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