2026-05-13 1524

Primeiro-Ministro defende Europa mais competitiva, menos burocrática e alerta para populismos

O Primeiro-Ministro afirmou que o momento atual será “definidor” para o futuro da União Europeia, num contexto marcado pela guerra na Ucrânia, pelos conflitos no Médio Oriente e pelo aumento da concorrência económica global.

Luís Montenegro defendeu que a Europa tem de ser “mais rápida a decidir e mais eficaz a executar”, alertando para o impacto do excesso de burocracia e regulamentação, que considerou afastar os cidadãos do projeto europeu.

Apontou ainda dois desafios centrais para a União Europeia: o excesso de burocracia e o crescimento dos populismos e extremismos, que, segundo afirmou, “ameaçam as instituições democráticas e a coesão das nossas sociedades”. A resposta, sublinhou, passa por reformas que promovam competitividade, crescimento económico e melhoria das condições de vida.

Portugal prepara-se para novo ciclo europeu mais exigente

O Primeiro-Ministro defendeu que Portugal deve preparar-se para um modelo europeu mais exigente, baseado no mérito, na excelência e na competitividade dos projetos.

Sublinhou que o país deve abandonar uma lógica de dependência dos fundos europeus e apostar em projetos “credíveis, ambiciosos e fortes”, assumindo a ambição de se tornar contribuinte líquido da União Europeia.

Segundo Luís Montenegro, os instrumentos de financiamento europeu tenderão a privilegiar projetos com maior escala e impacto económico, num quadro mais competitivo entre Estados-membros.

Coesão continua a ser condição para a competitividade

Apesar da mudança de paradigma, o Primeiro-Ministro sublinhou que a política de coesão continua a ser essencial para o crescimento económico e para a convergência europeia.

“Sem coesão não há convergência. Sem coesão e convergência não há competitividade”, afirmou, alertando que o enfraquecimento desta política pode comprometer o mercado interno e o próprio projeto europeu.

Portugal na construção europeia

Na intervenção, que assinalou os 40 anos da adesão de Portugal às Comunidades Europeias, o Primeiro-Ministro destacou o papel do país como “construtor de consensos” e participante ativo no processo de integração europeia.

Luís Montenegro afirmou que Portugal esteve “sempre na linha da frente” da construção europeia, contribuindo para o desenvolvimento do projeto e para o reforço da sua dimensão global.