Primeiro-Ministro defende reformas laborais com estabilidade e visão estratégica

Expansão industrial em Ovar exemplifica crescimento económico e emprego qualificado

Primeiro-Ministro Luís Montenegro na fábrica da Keenfinity, Ovar, 5 dezembro 2025 (Gonçalo Borges Dias/GPM)

Primeiro-Ministro Luís Montenegro na fábrica da Keenfinity, Ovar, 5 dezembro 2025 (Gonçalo Borges Dias/GPM)

O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, afirmou hoje que não é "quando o país está à rasca" que se devem improvisar reformas estruturais, defendendo que as alterações às leis do trabalho devem ser feitas em momentos de estabilidade política, económica e financeira.

 

Durante a inauguração da ampliação da fábrica da Keenfinity, em Ovar, Luís Montenegro sublinhou que o atual contexto permite analisar "com calma, serenidade e profundidade" as áreas em que podem ser ajustadas algumas regras laborais para reforçar a competitividade e o dinamismo económico.

 

O Primeiro-Ministro questionou porque não aproveitar esta fase para acelerar o crescimento, apontando metas mais ambiciosas — como passar de 2% para 3% ou 4% ao ano — e projetando a possibilidade de evolução do salário mínimo para 1.500 euros e do salário médio para 2.000 ou 2.500 euros.

 

A cerimónia assinalou a inauguração de uma nova área produtiva da Keenfinity, um investimento de 19 milhões de euros que acrescenta 3.800 metros quadrados à fábrica e permitirá criar 480 empregos altamente qualificados, reforçando também as atividades de I&D até 2030.

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