Primeiro-Ministro Luís Montenegro na sessão comemorativa dos 850 das mutualidades portuguesas, Santa Maria da Feira, 29 de maio de 2026 (Estela Silva/Lusa)

Primeiro-Ministro destaca contributo das mutualidades para a coesão social de Portugal

Luís Montenegro assinalou os 850 anos do mutualismo português, destacando o papel das mutualidades na promoção da dignidade, da entreajuda e da inclusão social.

O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, destacou o papel das mutualidades na construção de uma sociedade mais justa e coesa, durante a conferência comemorativa dos 850 anos do mutualismo em Portugal, realizada em Vila Nova de Gaia.

O Primeiro-Ministro salientou que as mutualidades são organizações que nasceram “de forma espontânea pelo impulso das pessoas” e que assentam em valores como a confiança, a entreajuda, a reciprocidade e o exercício da cidadania.

Segundo Luís Montenegro, “está no corpo e na alma do movimento mutualista” a ideia de “não deixar ninguém sozinho” e a convicção de que “a sociedade é mais próspera, mais justa, mais democrática também quando todos têm acesso à dignidade nas suas vidas”.

O Primeiro-Ministro sublinhou o percurso de mais de oito séculos das mutualidades portuguesas e o seu contributo em áreas como a saúde, a assistência social, a previdência e o apoio às pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

Parceria com o setor social

Luís Montenegro afirmou que “o Governo continuará a trabalhar com as mutualidades” para encontrar as melhores soluções para o setor, defendendo uma gestão mais eficiente das instituições sociais e uma melhor utilização dos recursos públicos.

O Primeiro-Ministro destacou igualmente “o contributo positivo que tem sido dado pela União das Mutualidades no diálogo entre o Governo e o movimento social”, considerando que é muitas vezes desse espírito de participação que “nascem boas soluções”.

Luís Montenegro recordou ainda medidas adotadas pelo Governo para reforçar a sustentabilidade das instituições sociais, entre as quais a duplicação da consignação de IRS para o setor social, bem como o objetivo de criar uma lei de financiamento das instituições sociais que permita dar “previsibilidade e segurança às decisões das instituições”.

Investir nas pessoas

O Primeiro-Ministro destacou o trabalho desenvolvido pelas mutualidades em áreas fundamentais para o País, como as creches, o ensino pré-escolar, o apoio aos idosos, às pessoas com deficiência, às vítimas de violência e às pessoas em situação de doença ou dependência.

Referindo-se à educação e ao apoio à infância, afirmou que Portugal deve garantir às pessoas, desde o nascimento, “todos os instrumentos” para o seu desenvolvimento, sublinhando que as sociedades que investem mais cedo na educação são sociedades com “maior crescimento económico, maior bem-estar e maior progresso”.

Esperança no futuro

Na parte final da intervenção, Luís Montenegro associou a celebração dos 850 anos do mutualismo à confiança no futuro, defendendo que o setor social continuará a desempenhar um papel essencial na coesão social e no combate à pobreza.

O Primeiro-Ministro agradeceu o trabalho desenvolvido pelas mutualidades ao longo da história de Portugal e afirmou que o Governo continuará a manter um diálogo aberto com o setor, assente nos mesmos princípios que identificou no movimento mutualista: confiança, participação e responsabilidade.

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