Primeiro-Ministro garante que ninguém ficará para trás na resposta à emergência
Luís Montenegro anunciou a reavaliação da situação de contingência, garantindo que o Estado está mobilizado para apoiar as populações afetadas

Primeiro-Ministro Luís Montenegro e Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, acompanhados pela Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, Coimbra, 11 fevereiro 2026 (André Crispim/GPM)
Primeiro-Ministro Luís Montenegro e Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, acompanhados pela Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, Coimbra, 11 fevereiro 2026 (André Crispim/GPM)
O Primeiro-Ministro anunciou a reavaliação dos concelhos abrangidos pela situação de contingência, admitindo a inclusão de novos municípios face à evolução das condições meteorológicas.
"Quero dizer que ninguém está esquecido, ninguém vai ficar para trás. Estamos a aproveitar todas as capacidades que temos no terreno, desde as freguesias, desde os lugares das freguesias até à Administração Central, para podermos, em primeiro lugar, estar nesta altura, que é a altura máxima em que as pessoas precisam de ajuda, mas também para preparar o dia seguinte", afirmou Luís Montenegro.
O chefe do Governo sublinhou que a declaração de contingência não limita o apoio do Estado aos municípios abrangidos e defendeu a necessidade de um plano nacional de intervenção para responder às situações mais graves e assegurar a recuperação de infraestruturas rodoviárias, ferroviárias e equipamentos públicos.
O Governo está igualmente a trabalhar em linhas de financiamento para as autarquias locais, nomeadamente junto do Banco Europeu de Investimento, tendo em vista a recuperação das infraestruturas públicas afetadas.
Reunião na Agência Portuguesa do Ambiente
Luís Montenegro participou numa reunião nas instalações da Agência Portuguesa do Ambiente, em Coimbra, que contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, dos Secretários de Estado da Proteção Civil e da Administração Local, de vários autarcas e do presidente da APA.
"Nós sabemos que estamos com um nível de exigência individual e familiar também muito intenso. Há pessoas que se confrontam com a circunstância de não terem acesso às suas casas, de não terem a possibilidade de fazer a sua vida normal, levar os filhos às escolas, poderem ir trabalhar, tratar de outros membros da família e daquilo que é seu", referiu.
O Primeiro-Ministro lamentou que algumas pessoas não tenham ainda visto reposto o fornecimento de energia elétrica nas suas casas e que persistam dificuldades de comunicação.
Luís Montenegro enalteceu ainda o papel das autarquias, municípios e freguesias nas operações de apoio e salvaguarda de pessoas e bens, bem como o trabalho das forças e serviços de segurança.
Monitorização do Mondego e medidas preventivas
Após a reunião na APA, o Primeiro-Ministro visitou a Ponte do Açude, onde acompanhou a evolução do caudal do rio Mondego.
"Vivemos um tempo de grande exigência, de um desafio extremo, estamos no limiar da capacidade possível para conter estas águas do Rio Mondego, e, portanto, a palavra é simultaneamente de tranquilidade, porque tudo o que pode ser feito está a ser feito, incluindo a medida preventiva mais extrema que é a evacuação", disse.
O Primeiro-Ministro assegurou ainda que "tudo aquilo que puder ainda ser salvaguardado vai ser salvaguardado", referindo o trabalho técnico de gestão do caudal, a articulação com Espanha e as cheias controladas realizadas no final de janeiro para reforçar a capacidade das barragens.
Reavaliação da situação de contingência
Em Montemor-o-Velho, Luís Montenegro afirmou que o Governo está a proceder a uma reavaliação da situação.
"Acabei há pouco de falar com o Secretário de Estado da Proteção Civil, que me acompanha, e com o meu gabinete, para que, em contacto com a direção da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, façamos uma reavaliação e verifiquemos se há mais concelhos para incluir dentro da situação de contingência", afirmou.
Caso se confirme essa necessidade, garantiu que "ainda hoje" será feito o respetivo despacho.