Primeiro-Ministro presidiu à posse do novo Diretor Nacional da Polícia Judiciária
Na cerimónia de posse do Diretor Nacional da Polícia Judiciária, Carlos Cabreiro, em Lisboa, o Primeiro-Ministro Luís Montenegro afirmou que a melhor forma de combater o crime “é a dissuasão, é as pessoas sentirem que não vale a pena pisar o risco, não vale a pena prevaricar e que há uma consequência”, o que “pressupõe que o Estado tenha meios efetivos de presença” e também “de visibilidade, de celeridade, de efetividade”. Para “suster e combater a criminalidade, toda ela, mas naturalmente a mais grave para a vida em sociedade”, é necessário “bons mecanismos de prevenção”
O Primeiro-Ministro apontou alguns crimes cujo combate é prioritário para a sociedade: “o combate às redes de criminalidade organizada e, dentro destas, o combate, em especial, ao tráfico de droga de estupefacientes”, um crime que é “a mãe e o pai de muitos outros crimes”, “e é por isto que ele tem, de facto, uma prioridade absoluta”.
Referiu ainda o combate ao crime económico e financeiro, ao crime relacionado com os fogos rurais e ao cibercrime, mas destacando o crime de violência doméstica, “crime também de terror” continuado, que é “um desígnio nacional”.
Portugal é um dos países mais seguros do mundo
O Primeiro-Ministro sublinhou que “o facto de sermos um dos países mais seguros do mundo não quer dizer que daqui a alguns anos o continuemos a ser, se nada fizermos para alimentar o nosso sistema de segurança e alimentar o nosso sistema de justiça”.
“Para isto, precisamos de bons protagonistas na gestão e direção das instituições – é isso que pretendemos com a Direção Nacional da Polícia Judiciária, é isso que confiamos com o Dr. Carlos Cabreiro”, afirmou, acrescentando que o novo diretor nacional da PJ tem pela frente “um desafio grande, complexo, mas igualmente estimulante e, sobretudo, um desafio que é uma prioridade da democracia, uma prioridade do bem-estar e do futuro de Portugal”.
A Polícia Judiciária (PJ) tem “um papel central” nas “garantias de proteção e preservação dos direitos fundamentais dos cidadãos, da proteção e preservação dos princípios do Estado de Direito e do funcionamento da democracia, que assegura a possibilidade de uma sociedade com igualdade de oportunidades e com progresso económico”, disse.
Além do Primeiro-Ministro estiveram também presentes a Ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, e o Ministro da Administração Interna, Luís Neves, que era o anterior diretor da PJ.
