2026-04-28 1800

PTRR - Portugal + Preparado

É fundamental aprender as lições da catástrofe e mudar. Com o PTRR, Portugal fica mais preparado para proteger as pessoas. Energia, água, comunicações e alimentos não podem falhar. Da tragédia nasce um país mais forte. 

Este plano não é só para responder à última crise - é para preparar Portugal para as próximas décadas, e para proteger as próximas gerações (saiba mais sobre o PTRR neste documento com "Questões e Respostas")

O que é o PTRR?  

O PTRR é o plano para reconstruir e recuperar os danos causados pelas tempestades do início de 2026, para preparar o País para enfrentar eventos climáticos e outros riscos extremos, e para melhorar a capacidade de resposta de emergência e apoio à comunidade nesses momentos. 

É um plano de reformas e investimentos que organiza a reação e a transformação estrutural para um País mais resiliente considerando as lições dos eventos extremos recentes (tempestades, grandes incêndios, apagão, seca, ciberataques, sismos). O PTRR prevê ações dos setores público - Estado, Regiões e Municípios - privado e social, a concretizar num horizonte de 9 anos, dividido entre o curto, médio e longo prazo. Este Plano mobiliza um montante global de 22,6 mil milhões de euros, entre fundos públicos nacionais (37%), financiamento privado (34%) e fundos europeus (19%).  

As medidas e ações do PTRR estão organizadas em 3 pilares, em 15 domínios:

I. Recuperar - dezenas ações de reconstrução e de apoios às pessoas, empresas e instituições sociais face aos prejuízos de 5,3 mil milhões euros causados pelas tempestades de jan-fev 2026, em infraestruturas, equipamentos públicos, capacidade produtiva, habitações e ativos naturais. Incluem-se medidas já em execução desde fevereiro, e outras a concretizar no curto prazo; 

II. Proteger - 61 reformas e investimentos que robustecem e tornam mais resilientes perante eventos extremos, as comunidades, os territórios, as empresas, as infraestruturas, os equipamentos e as redes de serviços essenciais (energia, comunicações, água) e a floresta, num montante global de cerca de 15 mil milhões €, distribuído entre curto, médio e longo prazo; 

III. Responder - 24 de reformas e investimentos para melhorar a resposta de emergência e apoios perante catástrofes e alterar o modelo de cobertura de riscos, atuando ao nível das pessoas, das comunicações e das infraestrutras, com investimentos previstos de 2,3 mil milhões €, a desenvolver sobretudo no médio prazo. 

Exemplos de algumas medidas emblemáticas para Proteger e Responder: 

  • Fundo de catástrofes naturais e sísmicas, com reforma do regime de cobertura de riscos e criação de seguro obrigatório para habitações, apoiado por mecanismo de solidariedade para garantir acesso universal;
  • Reforço da capacidade técnica e operacional da Proteção Civil;
  • Reformas do Sistema Nacional de Proteção Civil e do INEM 
  • Programa “Freguesias Ligadas” (comunicações redundantes em todas as freguesias) 
  • Reforma do sistema nacional de comunicações de emergência (SIRESP) e implementação do sistema de alerta público Cell Broadcast 
  • Rede Crítica Resiliente de Rádio hertziana e Disaster Recovery Hub, com capacidade para difusão de mensagens específicas de emergência  
  • Nova Lei da Calamidade para regular os apoios e a gestão da situação em circunstâncias excecionais  
  • Sistema nacional de alojamento de emergência  
  • Alargamento do Fundo de Emergência Municipal  
  • Reserva nacional de medicamentos e dispositivos médicos críticos 
  • Construção de barragens estruturantes e centenas de charcas e pequenos aproveitamentos hidroagrícolas – “Água que Une” 
  • Reforço e modernização das redes elétricas e de gás  
  • Aceleração da produção descentralizada e do armazenamento de energia  
  • Reforço da cibersegurança e resiliência digital do Estado 
  • Reservas estratégicas, silos alimentares e rede de frio  
  • Agenda nacional para o desenvolvimento e a fixação populacional nos territórios de baixa densidade 
  • Desenvolvimento de parques tecnológicos e áreas de expansão empresarial 
  • Defesa costeira contra erosão e criação de um sistema de radares oceânicos 
  • Reducão estrutural da carga combustível nas florestas e proteção das aldeias 
  • Investimento em capacidade de resiliência energética e de comunicações das infraestruturas críticas e de serviços essenciais