2026-04-23 1204

Urgências hospitalares vão receber 50 milhões para obras

O Governo vai disponibilizar 50 milhões de euros até 2027 para requalificar urgências de unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), algumas das quais não têm obras há mais de 30 anos, anunciou a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, na Assembleia da República.

Este programa será “dirigido às áreas onde a pressão é maior e a resposta é mais urgente”, disse a Ministra na interpelação ao Governo promovida pelo partido Livre sobre o Serviço Nacional de Saúde, acrescentando que o despacho que o cria “será publicado nos próximos dias".

“Há serviços de urgência cujas infraestruturas não conhecem obras há mais de 30 anos”, o que “põe em causa, todos os dias, não só a qualidade do trabalho dos profissionais, mas também a segurança e a dignidade da assistência" prestada aos doentes.

Urgências

Ana Paula Martins afirmou que nas urgências hospitalares foram registados menores tempos de espera e menos episódios não urgentes, numa “redução muito significativa” face a 2024, além de que “hoje não há uma urgência encerrada em Portugal”.

Na reorganização das urgências regionais de obstetrícia da região de Lisboa, foram realizados mais de 200 partos e 1 400 admissões no Hospital Beatriz Ângelo. Na Península de Setúbal –que tem o Hospital Garcia de Orta, em Almada, como sede, e em que o Hospital de S. Bernardo, em Setúbal, mantém o atendimento à população da sua área de influência – os dados dos primeiros sete dias indicam 548 admissões e 83 partos.

A Ministra informou que, nos próximos dias, vai abrir um concurso para médicos em que a especialidade de medicina geral e familiar terá vagas “para todos os lugares que foram identificados pelas Unidades Locais de Saúde como necessárias”. Não se pode, contudo, “obrigar os médicos a concorrer às zonas onde eles efetivamente não querem estar”.

Por isto, a política do Governo é usar “o que está disponível no privado e no social para responder às pessoas”, disse.

SINACC

O novo Sistema Nacional de Gestão do Acesso a Consultas e Cirurgia (SINACC), que vai substituir o atual Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), vai começar a funcionar a 1 de agosto, primeiro pelas cirurgias, permitindo que cada cidadão possa acompanhar o seu percurso e conhecer a sua posição na lista de espera.

“Quando não é possível garantir a resposta dentro do tempo adequado, o utente pode ser encaminhado para outras entidades do SNS ou do setor social ou privado, sempre com o seu consentimento e com critérios claros de equidade”, referiu Ana Paula Martins.