Taxa de desemprego é «a mais baixa desde abril de 2009»

Taxa de desemprego é «a mais baixa desde abril de 2009»

Secretário de Estado do Emprego. Miguel Cabrita

Secretário de Estado do Emprego. Miguel Cabrita

A taxa de desemprego de 10,2% em dezembro, estimativa provisória divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística, é «a mais baixa desde abril de 2009», afirmou o Secretário de Estado do Emprego.

«É um dado consistente com o que já temos sobre o desemprego registado nos centros de emprego, que desceu abaixo dos 500 mil desempregados, o que também já não acontecia desde 2009», disse Miguel Cabrita.

O Secretário de Estado referiu que o Governo está otimista para atingir a meta traçada no Orçamento de Estado, que até poderá vir a baixar, mas salientou que «mais importante do que as metas é a realidade». No Orçamento do Estado para 2017, o Governo estimava que a taxa de desemprego se fixasse em 11,2% em 2016 e que baixasse para 10,4% este ano.

«Vamos terminar o ano com cerca de 100 mil empregos em termos líquidos e com menos 100 mil desempregados, segundo os cálculos do Instituto Nacional de Estatística. Os dados de dezembro são provisórios, mas o novembro é já definitivo e aponta para um quarto trimestre que está também a ser muito positivo”, acrescentou.

O Instituto Nacional de Estatística, ao fazer a revisão normal da estimativa provisória da taxa de desemprego de novembro manteve a estimativa definitiva em 10,5%, e fez com uma estimativa provisória para dezembro de 10,2%.

Confiança dos consumidores e empresas

Miguel Cabrita afirmou que a evolução da taxa de desemprego é consistente com os valores da confiança dos consumidores, confiança das empresas e criação de emprego.

«A economia portuguesa está a conseguir criar empregos e isso é o motor mais importante para podermos encarar o futuro e o próximo ano com a confiança de que iremos continuar a ter bons resultados neste domínio», disse.

O Secretário de Estado referiu que o País continua com problemas sérios para resolver, expressos numa taxa de desemprego superior a 10%, no desemprego de longa duração e no desemprego jovem. No caso dos jovens, a percentagem de desemprego desceu dos 30% para os 26%.