Trabalho digno é o motor para o desenvolvimento social, sustentável e sustentado

Vieira da Silva afirmou que agenda do trabalho digno é «global, aplicável em contextos económicos e sociais diversificados»

Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, durante a sessão comemorativa do Centenário da Organização Internacional de Trabalho nas Nações Unidas, Nova Iorque, Estados Unidos, 10 abril 2019

Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, durante a sessão comemorativa do Centenário da Organização Internacional de Trabalho nas Nações Unidas, Nova Iorque, Estados Unidos, 10 abril 2019

O Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, afirmou a importância do trabalho digno como «o motor para o desenvolvimento social, sustentável e sustentado».

Na Assembleia Geral das Nações Unidas, onde representou Portugal na sessão comemorativa do Centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Vieira da Silva referiu que a Agenda do trabalho digno «é verdadeiramente uma Agenda global, aplicável em contextos económicos e sociais diversificados».

Referindo-se ao relatório da Comissão Global da OIT sobre o Futuro do Trabalho, apresentado em janeiro, o Ministro sublinhou que este marca o lançamento de uma nova fase e um de novo estádio de discussão daquela que é a «questão crucial» para o futuro: «O trabalho que temos e o trabalho que queremos».

Em declarações aos jornalistas, Vieira da Silva explicou que Portugal «apoia de uma forma muito clara as conclusões do relatório da OIT», que orienta para um «repensar do contrato social» que deve preparar a força de trabalho atual e futura numa lógica de «aprendizagem ao longo da vida». Na opinião do Ministro, é necessário criar condições «para que as pessoas possam regressar permanentemente a processos de reaprendizagem», tanto as novas gerações, que têm um «nível de educação e de formação inicial muito elevados», como as gerações mais antigas, que têm um nível de educação mais baixo.

Na sua intervenção, o Ministro recordou que Portugal é membro fundador da OIT e,  por isso, é também centenária a história da relação entre o País e a organização. «Nem sempre foi uma relação fácil. Sofreu os impactos de percursos históricos complexos e contraditórios. Mas posso afirmar que hoje o compromisso de Portugal com a OIT é mais sólido do que nunca e tudo faremos para o continuar a honrar».