«Não existe segurança, nem liberdade, nem desenvolvimento, sem capacidade de defesa»

Ministra da Defesa Nacional disse que a invasão russa da Ucrânia criou maior compreensão da importância da defesa pela população

Ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras

Ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras

A invasão russa da Ucrânia «veio mostrar, de forma particularmente violenta, que não existe segurança, nem liberdade, nem desenvolvimento, sem capacidade de defesa», disse a Ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, no encerramento do Curso de Defesa Nacional, em Lisboa.

A Ministra acrescentou que os países não podem dar a segurança «por adquirida como fizemos durante muito tempo em que não estávamos tão preocupados com as guerras e a guerra».

«Esta guerra, que vem alterar profundamente o panorama da segurança europeia e internacional, constitui um exemplo paradigmático de como somos convocados a responder em múltiplas frentes, atendendo às capacidades existentes», disse. 

Por outro lado, «permite evidenciar uma nova centralidade das questões de defesa, a qual favorece simultaneamente o seu agendamento político e uma maior compreensão por parte da população», referiu.

Helena Carreiras disse que, «esta dupla legitimação, nos planos político e da opinião pública, é essencial para a utilização de recursos coletivos numa área estratégica e cuja importância nem sempre é reconhecida em tempo de paz».

Reequipamento

Para ter umas Forças Armadas à altura dos compromissos internacionais de Portugal, é necessária «uma Lei de Programação Militar ajustada às novas necessidades e desafios».

«Foi com esse objetivo em mente que assinei na semana passada uma diretiva ministerial para a revisão da Lei de Programação Militar, incluindo, entre outros relevantes objetivos, os de repor a disponibilidade operacional do nosso sistema de forças e de assegurar uma posição de reservas de guerra para níveis compatíveis com o novo cenário geopolítico», disse.

A Ministra afirmou ainda que, para manter as Forças Armadas «disponíveis para um conjunto crescente de missões», é necessário «prestar a devida atenção às questões do recrutamento, retenção e transição dos militares para a vida civil, sobretudo no que se refere ao regime de contrato».