Assinados contratos para levar rede de internet rápida às famílias a todo o Continente

Instalação das redes de fibra ótica em edifícios residenciais, industriais, comerciais e agrícolas

As cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Continente assinaram um contrato com a empresa de telecomunicações que ganhou o concurso público internacional para instalação da rede de fibra ótima em todo o território nacional, em particular nos territórios de baixa densidade, disponibilizando internet rápida em todos os edifícios residenciais e à indústria, ao comércio e às atividades agrícolas.

Estes contratos assinados com a empresa DSTelecom, integram-se na Estratégia Nacional para a Conectividade em Redes de Comunicações Eletrónicas de Capacidade Muito Elevada 2023-2030, que tem como um dos objetivos garantir o acesso de toda a população a uma rede Gigabit até 2030.

Na cerimónia, em Carrazeda de Ansiães, estiveram presentes os Ministros da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, e das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, e o Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado.

O Ministro da Economia e da Coesão Territorial afirmou que “não estamos apenas a lançar uma infraestrutura. Estamos a reforçar uma ideia de país. O desenvolvimento nacional nunca será pleno enquanto houver territórios que fiquem à margem das grandes transformações económicas, tecnológicas e sociais do seu tempo”.

Castro Almeida disse que “é muito injusto ver tantas zonas do país sem acesso a rede de telemóvel ou de internet”. “Esta empreitada vai resolver esse problema”. “Entrámos hoje numa nova etapa na política de coesão territorial em Portugal, que também é de promoção do crescimento económico, ao permitir a todo o território nacional, a todas as famílias e empresas a possibilidade de acederem às infraestruturas digitais mais modernas”, acrescentou.

O Ministro das Infraestruturas e Habitação referiu que “o dia de hoje é emblemático, pois ao garantir boas comunicações e serviços digitais, torna viável viver e trabalhar fora das áreas metropolitanas, promovendo teletrabalho e novos modelos híbridos; fixação de jovens e quadros qualificados e a sustentabilidade demográfica dos territórios do interior.”

“Com total cobertura nacional, poderemos finalmente assegurar que temos um país com condições de desenvolvimento tecnológico e inovação, independentemente da região onde nos encontremos”, disse Miguel Pinto Luz, acrescentando que “com a cobertura das áreas brancas é dado um passo decisivo para que as potencialidades do 5G e até do 6G se tornem mais do que um mero slogan.”

O Conselho de Ministros autorizou em novembro de 2023 a realização do concurso público internacional para a gestão, exploração e manutenção de redes de fibra ótica para territórios onde a mesma não existe ou existe sem qualidade, permitindo o acesso à internet em banda larga.

O investimento prevê uma comparticipação pública de cerca de 30 milhões de euros, repartidos pelo FEDER (Portugal 2030) e despesa pública nacional provenientes do leilão das licenças de 5G.
 

 

Assinados contratos para levar a rede de internet mais rápida às famílias e empresas de todo o território nacional