Governo reforça o papel da Lusa no serviço público de informação
Modernização tecnológica, valorização dos profissionais, reforço da independência e revisão do contrato do serviço público estão entre as prioridades para a agência de notícias

Ministro da Presidência, António Leitão Amaro, na Conferência 40 Anos Lusa “Democracia e Desinformação: Desafios dos Media e do Serviço Público na Era Digital”, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a 30 de setembro de 2026 (Juliana Mendes Correia | MP)
O Governo está a reforçar a Lusa para garantir uma agência de notícias mais forte, independente e preparada para responder aos desafios tecnológicos e à transformação do setor da comunicação social.
Na cerimónia dos 40 anos da Lusa, no Centro Cultural de Belém, o Ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou que o objetivo é garantir uma agência “mais forte, mais independente, sempre livre, sempre plural, ao serviço do país e sempre muito portuguesa”.
Sublinhando que a celebração deve ser também um momento de preparação do futuro, António Leitão Amaro afirmou que “não estamos aqui apenas para celebrar 40 anos, mas para desejar e realizar 40 anos melhores”.
Perante as transformações profundas que atravessam o setor da comunicação social, o Ministro destacou o papel “insubstituível” da Lusa como fonte de informação credível, profissional e plural. A neutralidade e o profissionalismo da agência são fundamentais para assegurar “a qualidade do debate público, o pensamento crítico e a própria democracia”, sublinhou.
Investimento e modernização
Entre as principais medidas destacadas pelo Ministro estão a aquisição pelo Estado da totalidade do capital da agência, o aumento do capital social em cinco milhões de euros, a revisão dos estatutos e a revisão em curso do contrato de serviço público. A modernização tecnológica foi igualmente identificada como uma prioridade estratégica. “Queremos que a Lusa não seja substituída, tenha capacidade para utilizar e aproveitar a tecnologia, sempre sob controlo humano no processo de transmissão de informação”, afirmou.
A valorização dos trabalhadores da agência, com melhores condições, formação e reconhecimento profissional, foi também destacada: “Não há processo de uma agência noticiosa que não tenha no seu coração seres humanos, profissionais adequadamente formados e justamente valorizados, compensados e motivados”, acrescentou António Leitão Amaro.
A estratégia do Governo inclui ainda o reforço da presença da Lusa em todo o território nacional, junto das comunidades portuguesas no estrangeiro e nos países de língua portuguesa, bem como a revisão das condições de acesso aos seus serviços pelos órgãos de comunicação social nacionais, regionais e locais.
As comemorações dos 40 anos da Lusa incluíram ainda a conferência “Democracia e Desinformação: Desafios dos Media e do Serviço Público na Era Digital”, dedicada aos desafios colocados pela transformação do setor e pela crescente circulação de informação não verificada.
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