Portugal cresce acima da média europeia, reduz dívida e mantém contas equilibradas
Proposta de Orçamento do Estado concilia equilíbrio das contas públicas com apoios às famílias e às empresas

O Ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, durante a apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2027
Portugal entra em 2027 mais preparado para o futuro, tanto do ponto de vista económico como orçamental. O País deverá destacar-se pela solidez das contas públicas, por cumprir mais um ano de crescimento acima da média europeia e por continuar a reduzir a dívida pública.
A economia portuguesa deverá crescer mais de 2%, acima de 1% estimado pela OCDE para a Zona Euro. Este cenário cumpre-se depois de um ano marcado por um aumento de mais de 2% do PIB, apesar dos desafios geopolíticos no plano internacional, como o conflito no Irão, e dos constrangimentos nacionais, nomeadamente o comboio de tempestades que assolou o país no primeiro trimestre de 2026.
A robustez da economia nacional expressa-se ainda na taxa de desemprego que se deverá manter em mínimos, descendo de 5,8% para 5,7%. Ainda do ponto de vista económico, a inflação deve cifrar-se em 2,3%.
Paralelamente, o Governo mantém o esforço de reduzir o endividamento do País, tornando-o cada vez mais preparado para eventuais choques externos, além de tornar mais acessível o financiamento da República nos mercados internacionais.
Assim, o Orçamento do Estado para 2027 projeta uma redução do rácio da dívida pública sobre o PIB em três pontos percentuais para 84,5%. De recordar que 2025 foi o primeiro ano, em 16, em que este indicador se cifrou abaixo dos 90%.
Para o Ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, esta descida "é fruto do trabalho das famílias e empresas nos últimos anos", recordando que, apesar deste feito, o caminho de consolidação orçamental "não pode ser interrompido, sendo necessário manter um ligeiro excedente nas contas públicas e um ritmo de redução sustentada da dívida pública".
Em termos orçamentais, 2027 deverá registar o quinto excedente orçamental consecutivo em Democracia, mais concretamente um saldo de 0,1%.
Para 2026, o Governo estima um saldo nulo ou um ligeiro excedente, conseguido apesar dos apoios prestados no âmbito da tempestade “Kristin” e do conflito no Irão, de uma redução extraordinária do IRS, a quinta, e de um novo suplemento extraordinário para os pensionistas.
É graças aos bons resultados alcançados nestes últimos três anos, que Portugal está hoje mais preparado para fazer frente aos novos desafios, mostrando que é possível apoiar as gerações atuais, mantendo o equilíbrio orçamental e sem hipotecar o futuro.
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